3ª Criatura
Sou Paulo Fernando, prazer.
Sou namorado da Fofyx(não lembro o nome dela aqui =P) e já começo botando quente com um estudo/viagem sobre um assunto por poucos ousado.
De qual que é a dos recipientes plásticos?
Hoje deparei com uma cena que a muito tempo eu via sem perceber, estavamos
eu e a carol conversando sobre a atração dos pedreiros para com coisas
hipoteticamente femininas, quando a cena aconteceu.
Um recipiente plástico sem identificação (apenas reconhecível por seus
iguais por conta de um rasgo até sua metade, ou seria um decote?) alçou
voô fez dois giros no ar, tentou manter a altitude mas se esqueceu de
pegar fôlego o bastante e precisou buscar parte dele no chão poeirento.
Então eu soltei a primeira frase que me veio que foi algo do tipo: “amor,
você viu o que aquele recipiente plástico acabou de fazer?” ou não foi
isso e eu inventei agora pra parecer menos sentimental e mais científico e
ela não reconheceu o feito, pensei em como Langdon se sairia quando visse
aquele sinal mas eu nem conseguia lembrar o nome completo dele, então
deixei ele mesmo lá na França. Mais minha dúvida não foi com ele, sendo
assim passei a desafiar minha mente aos caprichos dessa sociedade
inanimada.
Fomos até a CTIS e percebi que elas tinham uma forma singular de se fazer
acreditar, oferencendo ajuda a qualquer um por conta de uma volta sem rumo,
ela segura o que a pessoa quer, em troca de um pouco de vento em suas
alças. Acabei levando uma, que reclamou bastante da minha parte do acordo,
pois não ouvi nada além de seus grunhidos indecifráveis, ignorei porque
minha cabeça estava pensando no problema da rede invisível fantasma.
Na volta para a casa da Carol, ameaçei alguns outros recipientes a
revelarem seus segredos, mas só ouvi algumas vezes a que ajudei a escapar
da CTIS cochichar sobre o calor que fazia o dia, talvez eu estivesse
compreendendo ela, ou me tornando menos tapado quanto ao fato, mas acho que
também escrevi isso pq não queria parecer humildemente retardado, e
percebi que elas tem seu jeito Ursinho Gami de se mostrar(eu ia dizer
smurfs, mas os smurfs não gostam de ser citados em blogs sem prévia
autorização).
Então ao olhar para as marcas não deixadas do carro da frente (diga-se de
passagem era um carro preto, não muito importante naquele momento que eu
estava protegido dentro do Azul marinho mentira) quando outro recipiente
plástico (teoricamente um artista de rua) se aventurou a fazer uma
peripécia aos meus olhos. Ele saiu do lado da lata de entulho que estava,
sorriu bravamente, alisou a base no asfalto para verificar se não teria a
chance de se mover e se lançou para baixo do carro preto chato, pensei:
“puta ki pariu, morreu legal”, mas dessa vez não disse nada, mas o
recipiente que estava cantando baixinho algo sobre a “canção de amor ao
mineral preto a muito tempo deixado de lado” notou minha ansiedade enquanto
o recipiente plástico dito artista, expunha seu último pedaço antes de
voltar para junto da sua lata de entulho favorita (talvez a única da
redondeza), apertei firmemente as pernas para sentir que o recipiente
cansionista não ficasse imaginando coisas que nunca viu, mas senti só um
joelho dizer ao outro “calaboca já morreu”, odeio respostas prontas,
então fiz uma reverência forçada do primeiro para o segundo (escolha
você a ordem) e voltei a minha teoria. Existem várias raças de
recipientes plásticos.
Fique feliz com meu progresso, porque não é de se espantar que eu desista
de lembrar de algo, e isso parecia querer ser lembrado… era como aquela
derrota que você teve pelo soco fraco incansável do baraka no MKII, sei
lá, algo do tipo.
Passei o dia inteiro notando a influência que elas têm sobre nossa
sociedade desistruturada e anatomicamente bem estruturada, pronto, cansei,
vou comprar mentos.
Fui à conveniência (que hoje cheirava a hadouken em pó) e comprei todos
os mentos que sabiam meu nome, quando estava indo embora a mulher da
conveniência… para tudo, porque conveniência? se você só vai lá no
momento mais incoveniente, quando não consegue nada que presta de coisa
alguma?… agora continua. E ela falou “Não quer uma sacolinha …linha
…linha ..linha?” (sentiu o drama que senti?) e lá estava ela, toda
receptiva e vidrada, já sentindo meus braços tensionarem falando “eu vou
pra maracangaia eu vou”, aceitei outra voltinha sem ida com a nova
sacolinha. Decidi que ela não merecia meu estudo, pois ela teve uma vida
tranquila e fácil (igual as do Wallmart por assim dizer), cheguei, joguei
ela em cima da bancada e fui conversar com o Bruno sobre o assunto, mas
até agora me sinto ignorado por conta do cubo mágico ter uma mágia já
exercida em mim, mas temporáriamente ofuscada pelos recipientes
plásticos. Pronto, acabou.
Nota.: Em todos os casos os recipientes pareciam super felizes.
Não vou por descrição sobre mim, pq não curto descrições, o post já fala por mim, e isso aconteceu no dia de 28 de julho de 2008, só não postei antes, porque os Ursinhos Gammi também são meio chatos.
Obrigado
OMFG! Amor fez um post dissertativo/narrativo/viagem-doida-pra-carai!
Seja bem vindo!